As negociações da COP30 entram em regime de força-tarefa nesta semana, com o objetivo de acelerar a adoção de medidas globais contra o aquecimento global. A conferência funcionará em um mutirão dividido em dois blocos temáticos, buscando alcançar acordos cruciais entre os países participantes.
O primeiro bloco concentrará esforços nos quatro temas considerados mais complexos e controversos: financiamento público para ações climáticas, ampliação das metas climáticas nacionais (NDCs), medidas comerciais unilaterais com impacto no clima e a transparência no reporte de informações pelos países.
A diretora-executiva da conferência, Ana Toni, ressaltou a importância do Brasil no processo de negociação, mencionando que os países depositaram confiança na presidência da COP30 para elaborar um rascunho inicial sobre esses temas críticos. A expectativa é que o Brasil apresente esta proposta para o primeiro bloco temático ainda nesta terça-feira.
O segundo bloco de negociações, que abordará os temas considerados mais consensuais, tem como meta ser concluído até a sexta-feira, data de encerramento da conferência.
O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, celebrou o progresso na apresentação das metas climáticas por parte dos países. Ele informou que, desde o início da COP30, o número de países que apresentaram suas NDCs subiu de 70 para 118, representando agora 78% dos emissores de gases de efeito estufa.
Além disso, espera-se que avance a proposta brasileira de um “mapa do caminho para a transição para o fim dos combustíveis fósseis”. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou que essa iniciativa pode marcar um ponto de virada para a retomada do multilateralismo e da cooperação internacional.
Esta última semana da COP30 será marcada por negociações finais de alto nível, envolvendo os 160 ministros de estado e representantes governamentais presentes na capital.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br